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Relatório final da CPMI pedindo indiciamento de Bolsonaro é aprovado

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Foi aprovado na tarde desta quarta-feira (18) com 20 votos a favor, 11 contra e uma abstenção, o relatório final da CPMI sobre o 8 de janeiro, que pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 60 pessoas pelos ataques aos Três Poderes, em Brasília.

O documento recomenda que o ex-presidente e ministros do seu governo, entre eles Walter Braga Neto, da Defesa, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Anderson Torres, da Justiça, sejam acusados de associação criminosa, violência política, abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Também constam da lista de pedidos de indiciamento integrantes do GSI e da Polícia Militar do Distrito Federal e empresários acusados de financiar manifestantes contrários ao resultado das eleições de 2022, além da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar reiterou, na última reunião da CPMI, ter sido indiciada sem provas e sem direito de defesa.

Elogios

Durante a fase de discussão do relatório, parlamentares aliados ao governo ressaltaram a contribuição da comissão, que eles classificaram como histórica, e reprovaram o pedido de indiciamento do presidente Lula feito pelo voto em separado (que equivale a um relatório alternativo) apresentado pela oposição. Pediram que não haja anistia a quem participou da depredação das sedes dos três Poderes.

Eles também elogiaram o parecer e o trabalho da relatora, senadora Eliziane Gama. “É uma peça de profundo compromisso com a democracia, que é embasado tecnicamente, baseado em dados concretos, de depoimentos, de quebra de sigilos, de dados que nós conseguimos obter, leitura de milhares de páginas, uma assessoria qualificada, e que é fruto de um trabalho coletivo de investigação”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Vossa excelência, com coerência, coragem, ousadia e profunda relação com o processo democrático brasileiro faz um relatório que nos orgulha”, completou.

Críticas

Parlamentares de oposição condenaram o vandalismo aos prédios da Praça dos Três Poderes, mas apontaram omissão de integrantes do governo ao serem alertados para a possibilidade de manifestações violentas em 8 de janeiro e não acionarem as forças policiais.

Afirmaram que não há evidências de tentativa de golpe e protestaram contra o indiciamento do ex-presidente Bolsonaro, reclamando também do não indiciamento do general G. Dias, ex-ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e do ministro da Justiça, Flavio Dino.

O deputado Delegado Ramagem (PL-RJ) criticou o parecer da relatora. “Indiciamentos, instauração e requisição de investigação sem qualquer indício. Centenas de requerimentos os quais não guardam a mínima pertinência com os fatos e objetos da CPMI do 8 de janeiro. Parcialidade e perseguição demonstradas desde o início e quebras de sigilo indiscriminadas. A relatora encontrava-se imbuída de atribuir, a todo custo, responsabilidade pelos atos do ex-presidente”, afirmou.

Antes de anunciar o resultado da votação, o presidente da CPMI, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), afirmou que o contraditório faz parte da vida política, elogiando vários integrantes da comissão.

“Eu sei que, muitas vezes, a vontade de servir é sobreposta pelo método com que você faz a sua escalada, senadora Damares; eu sei que uns pensam de uma maneira e outros pensam de outra, na forma de chegar ao objetivo, Duda, que pretendem; mas o importante, meu caro Rogério Correia, é a boa vontade, é a boa-fé, é a crença de que nós podemos fazer um país melhor”, disse.

Ameaças

No final da reunião da CPMI, a senadora Eliziane Gama informou que recebeu várias ameaças pelas redes sociais por conta do seu parecer e, por isso, vai acionar a Polícia Federal e a Advocacia do Senado pedindo providências. Também solicitou segurança para ela e sua família.

No encerramento dos trabalhos, parlamentares da base do governo caminharam do Senado até a Praça dos Três Poderes, em um ato simbólico em defesa da democracia e contra os ataques de 8 de janeiro.

Da redação com ES Hoje e informações da Agência Câmara de Notícias

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