Homem apontado como dono de carro que explodiu foi incriminado por verdadeiro proprietário, diz polícia

O homem apontado como dono do carro que explodiu em um posto de gasolina em Cobilândia, Vila Velha, na Grande Vitória, na terça-feira (10), não estava no local do acidente. Segundo a Polícia Civil, o então suspeito Jackson Almeida Santo, de 24 anos, na verdade foi incriminado em denunciação caluniosa pelo verdadeiro proprietário do veículo.

A explosão aconteceu por volta das 21h de terça-feira , em um posto de combustíveis que fica na avenida Carlos Lindenberg, em uma das entradas para o bairro Cobilândia, em Vila Velha. Dois frentistas ficaram feridos, mas já receberam alta hospitalar.

Dentro do carro havia duas botijas de gás de cozinha, irregulares para esse tipo de situação. Uma explodiu e outra ficou intacta. Segundo os bombeiros, o carro tinha um sistema com as duas botijas interligadas. Durante o abastecimento, uma não suportou a pressão e explodiu. O carro deveria ter um cilindro para gás natural veicular.

Denunciação caluniosa

Os irmãos Regimar e Reginaldo Pereira da Silva foram ouvidos pela polícia nesta quarta-feira (11), e eles que disseram que Jackson tinha contratado um serviço de frete para rebocá-lo sem combustível até o posto, e que ele estaria no banco do carona. Frentistas também haviam dito à polícia que Jackson já havia abastecido o carro naquele posto.

Mas, segundo o delegado Marcelo Nolasco, apesar de a foto de Jackson ter sido divulgada pela polícia nesta manhã (12), ele não é o dono do carro e nem estava no local na hora da explosão. Na verdade, de acordo com a polícia, o veículo pertence a Regimar.

“Jackson realmente já abasteceu o carro naquele posto. Mas porque o antigo dono era amigo dele, e emprestava o carro às vezes. Regimar e o irmão dele, Reginaldo, aproveitaram que Jackson está sumido do bairro por um outro problema e colocaram a culpa nas costas dele”, explicou.