Após desistir de concorrer à reeleição, Hartung articula para evitar “rachão” no seu grupo político

Roberto Junquilho
A desistência do governador Paulo Hartung de concorrer à reeleição provocou uma série de divisões na base aliada do governo, levando o governador a agir ativamente, apesar de afirmar estar fora de cena, a fim de evitar que o quadro se agrave.
O surgimento do nome do vice-governador César Colnago (PSDB) entre os pretendentes à vaga na disputa ao governo e a liberação de assessores influentes como o ex-secretário da Casa Civil Roberto Carneiro (PRB), para possibilitar a retomada do bloco do deputado Amaro Neto (PRB) que organizou a disputa à Prefeitura de Vitória, em 2016, são claros sinais do dedo de Hartung no processo, embora ele negue.
Nesta quinta-feira (12), os 10 partidos envolvidos no processo de escolha do substituto de Hartung adiaram a decisão e incluíram os nomes de Colnago e do empresário Aridelmo Teixeira, dono da faculdade Fucape e presidente licenciado da ONG ES em Ação, transferindo a indicação para a semana que vem.
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