Exame cadavérico prova que Thayná não morreu afogada, diz delegado

Por Manoela Albuquerque

O laudo do exame cadavérico da ossada identificada como sendo da menina Thayná Prado, por meio do laudo do exame de DNA divulgado nesta segunda-feira (4), prova que a menina não morreu afogada, segundo o delegado José Lopes, chefe da Divisão de Homicídios (DHPP). A versão foi sustentada pelo suspeito.

A informação passada pelo delegado é de que o resultado do exame cadavérico aponta que a causa da morte é “inconclusiva”, ou seja, caso a menina tivesse morrido afogada, haveria outro resultado.

Thayná, de 12 anos, desapareceu no dia 17 de outubro, após ser filmada entrando em um carro no bairro Universal, em Viana. A ossada da menina foi encontrada perto de um brejo, no dia 10 de novembro. Ademir Lúcio Ferreira, de 55 anos, foi identificado como suspeito e foi preso no Rio Grande do Sul, no dia 13 de novembro. Ademir disse que a menina aceitou ter relações sexuais com ele por R$ 50, mas saiu correndo, caiu numa lagoa e acabou se afogando.

O estupro de Thayná ainda não foi confirmado, mas o delegado aguarda os resultados de outros exames, sendo um deles a perícia do carro usado pelo sequestrador, para reunir novas provas. Mesmo assim, José Lopes afirma que Ademir Lúcio será indiciado por três crimes: homicídio, estupro e ocultação de cadáver.

Para que a investigação siga sem interferências, José Lopes afirmou que vai pedir a prorrogação da prisão temporária do suspeito, que termina no dia 12 de dezembro, por mais 30 dias.

Não há previsão de conclusão do inquérito policial. Segundo o delegado, o crime mobilizou de alguma forma cerca de 101 policiais, do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul, onde Ademir foi preso.

Leia também:

Preso por sequestrar Thayná diz em depoimento que ela tentou seduzi-lo

Exame de DNA

O laudo do exame de DNA foi finalizado na sexta-feira (1º) e divulgado nesta segunda-feira (4). A conclusão é de que não há inconsistências nas comparações do material genético analisado, o que significa que a ossada é da menina Thayna Prado de Jesus, filha de Clemilda Aparecida de Jesus.

Clemilda foi informada pessoalmente pelo delegado José Lopes sobre o resultado. “Ela ficou nervosa, começou a tremer, a chorar. Saiu abalada”, contou.

A ossada já pode ser liberada do DML de Vitória, mas a mãe não estava em condições emocionais para isso nesta segunda-feira. Nas redes sociais, Clemilda divulgou que também não está em condições financeiras para organizar o velório.

Desaparecimento

Thayná desapareceu no dia 17 de outubro no bairro Universal, em Viana. Um vídeo mostra a menina conversando com o motorista e entrando em um carro. Segundo a polícia, o motorista era Ademir Lúcio Ferreira, que teve a prisão decretada pela Justiça e estava foragido.

Histórico do suspeito

Ademir também é suspeito de estuprar uma outra menina no mesmo bairro de Thayná. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, a vítima é uma garota de 11 anos. Nos dois casos, o homem agiu da mesma forma.

Além disso, ele já tinha 22 passagens pela polícia do Rio Grande do Sul. O delegado José Lopes disse que Ademir já foi detido por extorsão, receptação, estelionato e várias ameaças.

Fonte: G1ES