Manato assume cargo na Casa Civil e diz que Estado tem nele “porta aberta”

Escolhido como secretário especial da Casa Civil, atuando na Câmara dos Deputados, o deputado federal Carlos Manato (PSL) diz que poderá ser uma “grande porta” para o Espírito Santo com o Governo Jair Bolsonaro. Manato assume o cargo na manhã desta terça-feira (4) acreditando que sua experiência com quatro mandatos em Brasília pode facilitar o trabalho com a Casa.

“Assumo às 9 horas da manhã desta terça e minha missão será criar maior relação do Governo com o Poder Legislativo, diretamente na Câmara – a secretaria é subordinada à Casa Civil, que vai contar com outras duas: a Executiva, para assuntos inerentes à pasta; e a Especial para o Senado Federal, cujos secretários serão, respectivamente, Abraham Weintraub e Leonardo Quinhão. Tenho certa experiência de lidar com os deputados, por conta de minha experiência de mandatos e isso vai facilitar o trabalho. O que nós estamos querendo fazer é diálogo, antecipar problemas, debater projetos e medidas provisórias antes e não ter tanta dificuldade de aprovar”, destacou.

Na avaliação de Manato, a partir que assumir o cargo, o Espírito Santo ganha um aliado para que o presidente Jair Bolsonaro “faça um carinho” no estado. Ele, que foi o grande concorrente do governador eleito, Renato Casagrande (PSB), e mais duro crítico até mesmo após as eleições, diz que pode ser uma das “portas abertas” do estado com o Governo Federal.

“Tudo passa pela Casa Civil e eu estando lá abro as portas para o Estado. O governador terá canal direto em Brasília. Posso dar acesso maior para o ES e acho que posso ser mais um que poderá abrir as portas do governo federal para o estado. Tenho liberdade de falar com o presidente “temos que fazer um carinho na 262, temos que apertar a Eco 101 para as obras”. Tenho essa liberdade para que ele peça para alguém analisar nossos projetos. Ele (Bolsonaro) já ficou na minha casa três vezes, já dormiu lá, e isso me dá essa liberdade com o presidente”, afirmou Manato.

Mesmo com essa meta de ser a ponto entre os governos Federal e do Estado, Manato deixa claro que o que vai existir, por hora, entre ele o governador Casagrande é uma relação institucional. “Com Casagrande vou estar à disposição do Governo do Estado. Todas as vezes que, institucionalmente for acionado, sou uma pessoa muito solicita”.

Segundo o secretário especial, seu trabalho será feito em parceria com toda bancada e, Manato diz que tem relação com quase todos, exceto com os eleitos a deputado Felipe Rigoni e senador Marcos Do Val. “Mas não tenho relação, porque não fomos apresentados e não tenho dificuldade nenhuma, já vou procurar os dois. O Rigoni já li tudo sobre a vida dele e gostei muito, inclusive de suas posições. Já o Marcos Do Val já ouvi de pessoas conhecidas que ele está aberto ao diálogo e eu quero isso com ele”.

Relação com a oposição
A maior dificuldade entre o Executivo e o Legislativo é a discussão do orçamento. De acordo com Carlos Manato, ele visto seus quatro mandatos a deputado federal, até esse tema poderá ser facilitado. Exceto com a oposição. “Orçamento da União é para ser cumprido, e o que o deputado desteta é a ingerência do orçamento. Vamos evitar o toma lá da cá, não vamos nos envolver na eleição das mesas na Câmara e no Senado, mas, sobretudo, vamos ficar atentos aos movimentos da oposição ‘da esquerda festiva’”, afirmou.

Segundo o deputado capixaba, a “oposição da esquerda festiva vai fazer tudo para atrapalhar a gestão, porque eles querem ver tudo dar errado. “Ela está dentro do avião conosco, mas querem que o avião exploda”, ironizou. E disse ainda que os focos oposicionistas estão mapeados. “Os focos deles já estão mapeados: MST, universidades, sindicados e Congresso. Esses quatro focos estão monitorados por nós e vamos tentar diminuir o foco do congresso. É lá que as medidas provisórias vão passar. Os outros focos estão nas mãos do programa de governo”, finalizou.