Estudante de Nova Venécia vai prestar serviços à comunidade após ofender professora em app de mensagens

Por Serli Santos

Uma estudante de 15 anos, que agrediu verbalmente uma professora através de um aplicativo de mensagens de celular, terá que prestar serviços à comunidade como forma de desculpas após o caso ser denunciado no Ministério Público. A situação aconteceu em Nova Venécia, no Noroeste do estado.

A professora explicou que resolveu denunciar o caso depois que a conversa saiu do mundo virtual e passou a ser do conhecimento de mais pessoas, mexendo com a vida da vítima.

Nas mensagens, a aluna se mostrava insatisfeita com algumas atitudes da professora e escrevia ofensas.

“Ela achou que eu não deveria passar as regras da escola em sala de aula, pois essas regras eram muito para ela. Toda primeira aula eu passo essas regras, sobre uso de telefone, sobre comida e bebida dentro de sala de aula, sobre comportamento e bagunças. Depois disso, acho que ela pensou que era demais, que eu estava sendo muito rude. Ela então tirou uma foto e me ofendeu por passar regras”, disse a professora, que preferiu não se identificar.

Ela também registrou uma boletim de ocorrência. “Sei de outros professores que também estão procurando o Ministério Público por conta de ofensas de alunos também. Não estamos sozinhos nessa luta”, disse.

Para que a menina não respondesse a um processo judicial, o promotor Carlos Eduardo Barbosa propôs um acordo à aluna e aos pais dela.

“A primeira condição foi a reparação do dano para a professora, com o pagamento de quantia de R$ 2 mil diretamente na conta da professora. A segunda condição foi a prestação de serviços à comunidade, com o auxílio na merenda escolar na escola onde estuda, no horário do recreio. A terceira foi um pedido formal de desculpas nas redes sociais”, disse.

De acordo com o promotor, a estudante cometeu uma infração análoga ao crime de injúria. Caso não fosse aceita a proposta, o Ministério Público iria oferecer uma representação pela prática do ato infracional, iniciando um processo judicial.

“Eu fiquei muito decepcionada e triste, sem entender porque ela havia escrito daquela forma, me exposto daquela forma. os professores merecem respeito. Imagine eu, uma professora no fim de carreira, ser ofendida da maneira como eu fui”, lamentou.

Fonte: A Gazeta