Desemprego cai no Estado, mas ainda atinge 282 mil capixabas

Por: Rafael Silva

Os números do desemprego no Espírito Santo voltaram a cair após dois anos. No segundo trimestre de 2017, entre os meses de abril e junho, o número de desocupados no Estado foi de 282 mil, o que representa 13,4% dos trabalhadores capixabas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta quinta-feira (17). A última vez que o desemprego havia caído foi no primeiro trimestre de 2015.

No trimestre anterior, este número chegava a 294 mil desempregados, ou seja, 10 mil a mais, algo em torno de 14,4% dos trabalhadores. O setor que mais voltou a empregar no período foi o de trabalhadores domésticos, com alta de 15,7% na comparação com o período anterior, um crescimento de 17 mil trabalhos a mais só nesta área.  Também aumentaram as oportunidades nas atividades voltadas para Alojamento e Alimentação, que subiu 13,1%, com um incremento de 13 mil trabalhadores nesta categoria.

Por outro lado, o setor de transportes recuou 7,9% no segundo trimestre. Dos 93 mil trabalhadores em atividade neste grupo no primeiro trimestre, na pesquisa feita no segundo trimestre este número caiu para 86 mil. A taxa de subutilização – que agrega os índices de desemprego, desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e força de trabalho potencial – caiu 0,4 ponto percentuais, passando de 20,3% dos trabalhadores para 19,9%.

Já em relação ao rendimento médio dos trabalhadores, a Pnad mostra que os salários encolheram. O número médio está em R$ 1.927, uma queda de 3% comparado com os R$ 1.985 do primeiro trimestre do ano.

Cenário nacional

A taxa de desocupação no Brasil caiu de 13,7% para 13% no segundo trimestre, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A retração se deu em todas as grandes regiões, exceto Nordeste, com destaque para a região Norte (de 14,2 para 12,5%) e Centro-Oeste (de 12% para 10,6%). As outras taxas foram: Nordeste (de 16,3% para 15,8%), Sudeste (de 14,2% para 13,6%) e Sul (de 9,3% para 8,4%).

“Esses resultados reforçam nossa expectativa. A modernização trabalhista trouxe segurança jurídica e mais otimismo para o setor produtivo, que está voltando a acreditar no país, voltando a contratar e ajudando na retomada da geração de empregos”, comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

No entanto, Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação no segundo trimestre 2017 frente ao trimestre anterior, segundo a pesquisa. Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8%; e em Alagoas, de 17,5% para 17,8%, nessa comparação. As menores taxas de desocupação foram registradas em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho passou de 24,1%, no primeiro trimestre para 23,8% no segundo trimestre de 2017, com a maior taxa verificada no Nordeste (34,9%) e a menor na região Sul (14,7%). Piauí (38,6%), Bahia (37,9%) e Maranhão (37,7%) são as unidades da federação que apresentam as maiores taxas compostas de subutilização da força de trabalho. E os estados onde são observadas as menores taxas são Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (13,5%) e Paraná (15,9%).

No Brasil, falta trabalho para 26,3 milhões

No Brasil inteiro, faltou trabalho para 26,3 milhões de pessoas no segundo trimestre do ano. Essa é a chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho, que agrega os índices de desemprego, desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e força de trabalho potencial. Com isso, a taxa de subutilização da força, que reflete o percentual dos brasileiros para quem falta trabalho, ficou em 23,8%. O percentual, no entanto, ficou menor que os 24,1% registrados no trimestre passado, principalmente por causa da queda da taxa de desemprego. No primeiro trimestre, eram 26,5 milhões de pessoas.

No segundo trimestre, o país contratou mais pessoas que trabalham menos horas do que gostaria, os chamados subocupados. O contingente de trabalhadores nessas condições subiu para 5,8 milhões no período, contra 4,8 milhões em igual período de 2016. O número também é maior que o registrado no primeiro trimestre deste ano, quando 5,2 milhões de brasileiros eram considerados subocupados.

“Essa queda que a gente percebe em relação ao primeiro trimestre é por conta da desocupação, e não por conta da subocupação. A subocupação subiu, a desocupação caiu e a força de trabalho potencial ficou praticamente estável”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

Fonte: Rede Gazeta